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Mormaço

Comecei o ano direitinho, exercício diário, baixa footprint digital, cozinhando uns pratos elaborados. Degringolou em meados de Janeiro e ainda não consegui ajustar.

Tenho certeza de que, ano passado, desassociei por um tempo. E tive sorte, porque, mesmo sofrendo as consequências, tudo deu certo no final.

Mas agora... Agora confesso me sentir incomodada por esse sufocamento e angústia que acompanha o sol da tarde no escritório.

Não é nada pontual. Os dias nada fogem do esperado para o pré-verão; ora divertidos, ora abafados. Escapei por pouco das layoffs, mas nem isso é capaz de trazer paz, já que, nesse mundo de IA & capitalismo selvagem, não existe vitória proletária.


No mais, sigo o combinado. Os dias quentes, as cores, o vento, a grama. Tudo soa tão convidativo que, mesmo sem controle, a ansiedade se traveste de ingratidão.

choo choo

Manhã dessas, inventamos de levar a criança no trem. O trem normal mesmo, o transporte público. Tudo isso porque a criança AMA trens.

Uma voltinha rápida, um bairro até o outro, contando em pegar o trem de volta e chegar em tempo da soneca. Ocorre que nosso trem atrasou e o trem de volta adiantou, então perdemos o retorno por 1 minuto e, aquilo né, trem de sábado só dali a uma hora.

Marido teve de pegar um uber de volta até a primeira estação (não pude acompanhar, pois bebê conforto não há), pegar o carro e vir nos buscar. Chegamos atrasados, mas ainda em tempo hábil para a naninha.

Toda uma aventura pra mostrar o trem pra criança. Um resumo fiel da maternidade.

vai dar bom

Eu precisava de uma pontinha de esperança essa semana. E veio. Em formato de brotinhos de amoreira, mas veio.