Sobrevivi a mais um ano.
Não sei como, nem porquê, mas aqui estou.
31 de dezembro de 2019
Eu odeio como tenho essa vida dupla, como posso passar uma ideia tão felizinha, tão vida perfeitinha na outra rede social.
Ele esteve lá para a minha família. Viu-me crescer, viu todos nós crescermos. Viu alguns de nós falecer. Viu aniversários, casamentos, ensaiou comigo a música da apresentação final do colégio. Dançava enquanto eu cantava, chamou meu nome quando eu já não estava mais.
Às vezes bate um sentimento estranho, uma esperança querendo renascer, desabrochar e tomar conta do medo e da incerteza.