Muito bom para ser verdade, né.
Lá vou eu repensar. Feito melhor que perfeito.
Liberdade, menina. Abre as asas e sente o vento fresco na cara.
Muito bom para ser verdade, né.
Lá vou eu repensar. Feito melhor que perfeito.
Liberdade, menina. Abre as asas e sente o vento fresco na cara.
Meu deus, será que era disso que eu precisava? Estravazar, mas não jogando todos os defeitos, faltas, negligências e infortuitos. Estravazar dizendo que está tudo bem, como vai. Ça va? - ça va.
Ainda estou incrédula sobre esse sentimento leve, é claro, portanto aguardemos a certeza do final de semana. Mas ainda assim... Não me vejo mais controlando meu cérebro a toda hora, não censuro pensamentos. Os pensamentos viajam em direção ao pudim, à tarefa do trabalho, ao final de semana, ao blog. Nada, ou quase nada relacionado.
Eu precisava me libertar. Libertar do rancor, do sofrimento. Sinto-me melhor "vingada" que se de fato regurgitasse todo o mal.
E, melhor, prefiro que não haja respostas. Porque sempre foi sobre mim. Não vou mentir que ainda checo ocasionalmente, claro, mas, no fundo, prefiro que seja exatamente assim. Era só sobre a liberdade mesmo, o ponto final na minha história.
Aqui estou eu para voltar a bater na mesma tecla; ou inteira ou nada. Pela metade já não consigo. Sufoca, consome, destrói aos milímetros.
Já não é mais caso de trend coat versus pantufa gasta. É a segurança. Talvez até um controle, confesso. Mas controlar quem atravessa a cortina, sempre com olhares curiosos e sedentos por deslizes, isso tem de ser um direito meu. Não é possível que, sabendo estar sob constante escrutínio, não esteja em minhas mãos baixar o véu, bloquear a entrada, expulsar os espíritos.
Queria mesmo era gritar. "Sigam com suas vidas! Esqueçam da minha existência!" Ordenar que, a partir de agora, armem e desarmem seu circo sem consultar o velho palhaço. Já não lhes devo nada e, se há algo que me enche de gosto, foi finalmente quebrar as correntes. Mas gritar traria apenas sua satisfação. E se há algo que aprendi nessa vida, foi que recitar o ditado das pérolas aos porcos é pura metalinguagem.