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Proibido para estranhos

Aqui estou eu para voltar a bater na mesma tecla; ou inteira ou nada. Pela metade já não consigo. Sufoca, consome, destrói aos milímetros.


Já não é mais caso de trend coat versus pantufa gasta. É a segurança. Talvez até um controle, confesso. Mas controlar quem atravessa a cortina, sempre com olhares curiosos e sedentos por deslizes, isso tem de ser um direito meu. Não é possível que, sabendo estar sob constante escrutínio, não esteja em minhas mãos baixar o véu, bloquear a entrada, expulsar os espíritos.


Queria mesmo era gritar. "Sigam com suas vidas! Esqueçam da minha existência!" Ordenar que, a partir de agora, armem e desarmem seu circo sem consultar o velho palhaço. Já não lhes devo nada e, se há algo que me enche de gosto, foi finalmente quebrar as correntes. Mas gritar traria apenas sua satisfação. E se há algo que aprendi nessa vida, foi que recitar o ditado das pérolas aos porcos é pura metalinguagem.