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Das gaivotas

Não importa a quantos videos eu assista, ou quantos relatos eu devore, esse percurso é (descobri tarde demais), intrinsecamente pessoal e intransferível. De nada adiantou ser alertada, revisar folhetos informativos, ou até caçoar dos que levam tudo à sério demais; não há vias de tornar todo esse processo menos angustiante.


Eu ainda não cheguei ao estágio de evitar o assunto, mas o sinto iminente. Arquivo conversas inteiras, me convenço sobre mínimos percalços, e planejo meus passos de modo a tornar as duas semanas distrativas, ou minimamente suportáveis.


Não posso dizer que dói, mas assusta. Não que as coisas jamais tenham funcionado dessa forma, mas mal consigo planejar o resto do ano com clareza. Veja bem, eu sei das alternativas, e talvez ainda possa traçar um cronograma no escuro, mas o que eu queria mesmo, de verdade, era não precisar de nenhuma programação. Não era assim que era pra ser?


Por fim, o que eu jamais vou deixar tomar conta é o arrependimento. A terapia já me convenceu sobre a ausência da linearidade, e, se eu me permitir acreditar, assim, por um segundo que seja, toda a ansiedade acabaria sendo em vão.