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Deram-lhe asas

E então que ele se foi.

Tinha 37 anos, até bem jovem. Isso desencadeou uma série de dúvidas na minha cabeça, que eu ainda não consegui acalmar.
Eu nunca quis ele lá, mas estava fora do meu alcance. Vivia pesquisando lugares para levá-lo, agências de conservação da vida silvestre assim. Para que finalmente ele tivesse uma vida como ave, com outros de sua espécie, para que finalmente fosse livre. Não deu tempo.
Ele esteve lá para a minha família. Viu-me crescer, viu todos nós crescermos. Viu alguns de nós falecer. Viu aniversários, casamentos, ensaiou comigo a música da apresentação final do colégio. Dançava enquanto eu cantava, chamou meu nome quando eu já não estava mais.

Sinto-me culpada porque ele esteve lá por nós, mas eu não estive lá por ele.

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