No fundo, eu queria ser sua amiga.
Dizer:
— Olha, eu entendo. Eu também fui vítima de jogos, também achei que tinha enlouquecido. Perdi as esperanças, me arrancou a inocência, me sugou a energia.
Mas, veja bem, eu sobrevivi. Toda desgraçada da cabeça, é verdade, mas viva. Pra contar e pra viver outras histórias.
Queria te dizer que me libertei, mas ainda não consegui. Acho que você também não, né? Mas vamos juntas. Quem sabe em meio a sessões de expurgação de demônio a gente não acha uma brechinha para cura?
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